[CASA DA ALCÁÇOVA]
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[Uma Casa cheia de passado...] [...acolhedora e requintada...]
[...com jardins de sonho...] [...e um ambiente familiar.]
[Visitantes ilustres]

    Turismo de Habitação premiado pelo Património


A Associação de Estudo e Defesa do Património de Santarém premiou a recuperação de uma casa na Alcáçova propriedade de Sérgio
Coutinho, onde foi encontrado o templo romano e algumas cistenas, com o prémio “Santarém, cidade a Defender” instituído anualmente por aquela Associação.


A entrega deste prémio e das menções honrosas foi na passada sexta-feira, seguindo-se uma visita guiada à Casa da Alcáçova, transformada em turismo de habitação.
No espaço daquela casa viveram romanos, mestres de ordens militares, reis e muitas figuras ilustres, como Alexandre Herculano e Bocage. Dos oito quartos postos à disposição dos turistas, alguns receberam o nome de personalidades que por ali pernoitaram. Os visitantes de Santarém poderão passar uma noite no quarto Alexandre Herculano, no quarto Bocage, no quarto Garrett, quarto Guilherme Azevedo, ou, se preferir, nos aposentos reais, onde uma cama monumental relembra a estadia de D. Afonso naquela casa. Cada quarto está equipado com casa de de banho privativa e com banheira de hidromassagem. Tudo a preços de turismo de qualidade, pois por ali pretende-se vender o património histórico e paisagístico.
A Casa da Alcáçova é composta pelo ediffcio em si, que estava praticamente destruído quando Sérgio Coutinho decidiu investir na sua recuperação, por um anexo à casa, onde se situam mais dois quartos e um ginásio, uma espécie de varandim, do lado de fora da muralha, onde os visitantes podem apreciar a fabulosa vista do Tejo e da lezíria, a piscina e zonas ajardinadas. O próprio troço de muralha que se situa dentro da propfiedade foi objecto de conservação e restauro, para que se mantivesse o mais fiel possível ao original. O preciosismo vai ponto do proprietário ter conseguido arranjar fechaduras para as portas exteriores bastante semelhantes às originais. Durante as obras de restauro foi encontrada a base de um templo contemporâneo do imperador Júlio César, tal como um podium romano e várias cisternas. Todos os elementos foram preservados, enquadrados e valorizados, tanto no espaço exterior, como no interior da casa. (...)
O júri para este prémio foi composto pela presidente da Associação do Património, Maria Emília Pacheco, pelo arquitecto Vasco Serrano e por Paulo Cruz, da Comissão de Salvaguarda.

in “O Ribatejo” de 17/4/1997

 

 

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